terça-feira, 20 de julho de 2010

Amoras


Eu gosto de amoras. Me trazem boas lembranças. Admito que não como uma há décadas. Mas não preciso refrescar minha memória.
Eu esqueço de quase tudo. Sempre coisas importantes. Nomes, datas, eventos. Porém as coisas mais bobas são impossíveis de apagar. Como o Dia das Amoras e a trilha pra Pedra Grande. Belo nome pra uma gruta. Pedra Grande. Ainda rio disso.

Sinto saudades. Foram bons tempos, aqueles. Infância, família, união. Nunca mais vai ser assim. É inevitável: as pessoas crescem, as coisas mudam. Não importa quão amigos você e seu primo tenham sido. Um dia não vão passar de completos estranhos. E não importa o quanto você queira que tudo mude. Nada nunca mais será igual. As coisas não voltam. O passado fica no passado.

E pra isso servem as lembranças. Pra criar e matar a saudade. Às vezes são tão nítidas que parecem reais. Mas quando o sonho acaba, você percebe que foi só isso. Só um sonho. Um sonho bom, de um passado que não vai se repetir. Nunca mais.

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