E ele olhou por todos os lados, procurando alguma ajuda. Olhou em todas as direções, procurando por alguém, qualquer um. Mas não encontrou ninguém.
Beliscou-se para ver se não estava sonhando. Estava muito bem acordado. E completamente sozinho.
Então percebeu que estivera o tempo todo sozinho. Todas as pessoas que pensou estarem do seu lado, correram pra longe, muito longe. Onde ele não podia enxergar.
Só o que viu, pelos espaços entre seus dedos, foi um chão duro e rochoso, que certamente não serviu de consolo. Andou por horas e horas, mas não saiu do lugar. Procurou por todos os lados, sem saber exatamente o que queria encontrar. Viu todos os cantos, sem realmente olhar.
E tudo o que pensou ter, se transformou em pó é foi levado pelo vento negro que anunciava a chegada da noite, o deixando sozinho no escuro, cego e perdido. Afogando-se em um mar de espinhos.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Segunda
Segunda eu saí de lá com raiva. Hoje é terça. E a raiva já passou.
Estava com raiva dela. Dos meus pais. De todo o mundo. Estava com raiva de mim e até do vento na rua. E quando fico assim, eu explodo. Só uma pessoa consegue me acalmar. E ontem, como sempre, pude contar com ela.
Isso me deixa tão feliz. Saber que alguém nesse grande monte de merda se importa comigo. É só o que eu preciso. Não ligo se o resto do mundo está pouco reparando em mim. Não preciso disso. Não preciso deles. Não os quero. E não quero que me conheçam.
E esse foi o ponto chave de ontem. Fiquei falando com ela por um tempo, explicando o porque disso tudo. Explicando que não sou assim porque quero ser diferente. Coisa de adolescente rebelde. Bleh.
Mas a raiva passou e eu continuo aqui, no meu Mundo Mudo, onde nada do que digam, pensam, blá blá blá, importa. Onde só a ele eu consigo ouvir. Onde só ele importa.
Porque é só disso que preciso.
Estava com raiva dela. Dos meus pais. De todo o mundo. Estava com raiva de mim e até do vento na rua. E quando fico assim, eu explodo. Só uma pessoa consegue me acalmar. E ontem, como sempre, pude contar com ela.
Isso me deixa tão feliz. Saber que alguém nesse grande monte de merda se importa comigo. É só o que eu preciso. Não ligo se o resto do mundo está pouco reparando em mim. Não preciso disso. Não preciso deles. Não os quero. E não quero que me conheçam.
E esse foi o ponto chave de ontem. Fiquei falando com ela por um tempo, explicando o porque disso tudo. Explicando que não sou assim porque quero ser diferente. Coisa de adolescente rebelde. Bleh.
Mas a raiva passou e eu continuo aqui, no meu Mundo Mudo, onde nada do que digam, pensam, blá blá blá, importa. Onde só a ele eu consigo ouvir. Onde só ele importa.
Porque é só disso que preciso.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Amoras
Eu esqueço de quase tudo. Sempre coisas importantes. Nomes, datas, eventos. Porém as coisas mais bobas são impossíveis de apagar. Como o Dia das Amoras e a trilha pra Pedra Grande. Belo nome pra uma gruta. Pedra Grande. Ainda rio disso.
Sinto saudades. Foram bons tempos, aqueles. Infância, família, união. Nunca mais vai ser assim. É inevitável: as pessoas crescem, as coisas mudam. Não importa quão amigos você e seu primo tenham sido. Um dia não vão passar de completos estranhos. E não importa o quanto você queira que tudo mude. Nada nunca mais será igual. As coisas não voltam. O passado fica no passado.
E pra isso servem as lembranças. Pra criar e matar a saudade. Às vezes são tão nítidas que parecem reais. Mas quando o sonho acaba, você percebe que foi só isso. Só um sonho. Um sonho bom, de um passado que não vai se repetir. Nunca mais.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
#1
I don't wanna be told to grow up
And I don't wanna change
I just wanna have fun
I don't wanna be told to grow up
And I don't wanna change
So you'd better give up
'Cause I'm not gonna change
I don't wanna grow up
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